Aconteceu em RI: 4ª semana de junho

Um olhar para os principais acontecimentos da semana…

Erdogan se mantém no poder na Turquia

     No domingo (24), Recep Tayyip Erdogan conquistou sua reeleição no cargo de presidente da Turquia com aproximadamente 53% dos votos. Apesar da vitória, vários opositores protestaram e acusaram o resultado de ter sido manipulado. Com cerca de 88% de comparecimento, os turcos também votaram para a composição do parlamento do país. O partido de Erdogan, Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), conquistou 44% dos votos e juntamente com os 11% de seu partido aliado MHP, Erdogan poderá desfrutar de um maior apoio na Câmara.

Erdogan
Fonte: DZ Breaking

     Estando no poder desde 2003 (inicialmente como primeiro-ministro e desde 2014 como presidente), Erdogan permanecerá na cadeira presidencial até 2023. De linha islâmica-conservadora, ele tem sido acusado de concentrar cada vez mais o poder em seu entorno e de atacar opositores, principalmente após a tentativa frustrada de golpe militar contra ele em 2016. Em resposta, Erdogan mandou demitir ou prender milhares de pessoas entre elas, militares, servidores públicos e até mesmo professores e jornalistas, o que vem continuamente gerando um sinal de alerta na comunidade internacional.

Etiópia e Eritréia: delegação enviada para discutir a paz

     Recentemente, o mais novo primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, anunciou que seu país iria aceitar e implementar completamente o acordo de paz assinado em 2000 com a Eritréia, o qual na prática nunca tinha sido seguido até então. Os dois países entraram em guerra entre 1998 e 2000 por causa de uma disputa de fronteira deixando um saldo de aproximadamente 80.000 mortos. Desde desta época, permanecerem com relações diplomáticas cortadas.

     A ação foi recebida de forma positiva pelo vizinho, sendo que o presidente do país, Isaias Afwerki, anunciou que enviaria uma delegação até a Etiópia para discutir a paz. O grupo chegou na capital etíope Addis Ababa na terça (26), quando se encontrou com o primeiro-ministro Ahmed para uma primeira rodada de negociações de paz. Espera-se um encontro entre os líderes de ambos os países para os próximos dias.

União Europeia e a crise migratória

     Diante dos recentes episódios envolvendo a crise imigratória na Europa (como a recusa de Itália e Malta de aceitarem o navio Aquarius que transportava refugiados resgatados no Mar Mediterrâneo), representantes da União Europeia (UE) se encontraram essa semana para debater quais as possíveis soluções que o bloco deveria tomar para lidar com esta situação.

european union
Fonte: Press TV

Existia uma dúvida real se um acordo seria de fato alcançado principalmente devido à ameaça da Itália de boicotar qualquer resolução que não engajasse mais os membros a ajudar o país com relação aos refugiados que chegassem ao seu território, como também por causa da oposição vinda da Polônia, Hungria e outros países da Europa central sobre qualquer cláusula mandatória imposta aos membros.

 

     Ao final, o bloco conseguiu chegar a um acordo e que consistia em alguns pontos como a criação voluntária de centros de controle na UE para analisar a chegada dos refugiados (aqueles cujo pedido fosse rejeitado deveriam voltar ao país de origem). Além disto, outros pontos acordados foram uma segurança maior nas fronteiras, debater a possibilidade de “plataformas regionais de desembarque” fora da UE e do compromisso em trabalhar para uma reformulação da política europeia de asilo. O acordo foi celebrado pelos membros do bloco, mas criticado por algumas organizações como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), especialmente no que se refere aos centros de controle.

Harley Davidson se prepara para dar adeus a Trump

     A empresa americana Harley Davidson, famosa fabricante de motocicletas, anunciou aos seus acionistas o plano de mudar parte da sua produção para fora dos EUA, contrariando uma das principais políticas de Donald Trump de “manter a produção de empresas do país em solo americano”. A fabricante justificou sua saída, pois o aumento de tarifas impostos pela União Europeia (UE) de 6% a 31% vai prejudicar consideravelmente a atuação da Harley no mercado europeu, o segundo maior consumidor de seus produtos depois dos EUA. A medida realizada pela UE é uma represália ao aumento de até 25%  das tarifas que o próprio Trump fez anteriormente em relação ao aço e alumínio europeu.

 

Fontes:

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/24/actualidad/1529852909_722126.html

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44599658

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-44599658

https://www.washingtonpost.com/world/africa/eritrean-officials-in-ethiopia-for-first-talks-in-20-years/2018/06/26/23f01222-793b-11e8-ac4e-421ef7165923_story.html?utm_term=.ea45e72a8004

https://www.theguardian.com/world/2018/jun/29/eu-leaders-summit-migration-doubts

https://www.bbc.com/news/world-europe-44652846

https://g1.globo.com/carros/motos/noticia/harley-davidson-transferira-parte-da-producao-para-fora-dos-eua-por-tarifas.ghtml

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