Aconteceu em RI: 3ª semana de junho

Uma rápida olhada em alguns dos acontecimentos que marcaram a semana….

Reflexos da crise migratória na Europa

     Em um novo capítulo da crise migratória que se observa no mundo, a Espanha anunciou que receberia no porto de Valência o navio Aquarius, o qual resgatou 629 pessoas de botes e barcos infláveis que tentavam fazer a travessia pelo Mediterrâneo. A autorização para desembarcar no porto espanhol ocorreu depois que a entrada dos refugiados foi recusada tanto na Itália quanto em Malta. Estes países atribuíram um ao outro a responsabilidade de acolher os refugiados do Aquarius e fecharam os seus portos de entrada, o que reacendeu o debate sobre a questão dos refugiados no continente europeu ainda mais considerando o contexto de aumento da xenofobia e da ascensão de partidos de extrema-direita anti-imigração como é o próprio caso recente da Itália. Na próxima semana a União Europeia deverá se encontrar para decidir os rumos que o bloco irá tomar quanto a esta situação.

EUA: política de tolerância zero e saída do Conselho de Direitos Humanos

     Do outro lado do mundo, na fronteira México-EUA, foi observado outro reflexo da crise migratória atual. Seguindo a política de “tolerância zero” proposta pela administração de Trump no mês passado, vários imigrantes que tentavam cruzar a fronteira ilegalmente foram presos, alguns deles junto a suas famílias. Nestes casos, foram  registradas cenas em que crianças foram separadas de seus pais ou parentes, o que gerou revolta internacional, dentro dos EUA e até mesmo entre os Republicanos.

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Fonte: The Daily Courier

Segundo dados oficiais do Departamento de Segurança Doméstica, aproximadamente 2000 crianças haviam  sido separadas de seus pais desde abril deste ano. Após pressão popular, Trump  assinou um decreto que suspende a separação das famílias, mas mantém a política migratória atual. Nesta mesma semana,  os EUA anunciaram sua saída do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Já nesta ocasião, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, alegou que o motivo da saída de seu país se devia por causa da postura do órgão em relação a Israel, o qual os EUA considera ser tendencioso. Hayley baseou sua justificativa principalmente por causa de cinco resoluções que o Conselho aprovou contra Israel este ano devido à sua atuação para com os palestinos.

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