RI na Memória: Uma mulher no Itamaraty pela primeira vez

#tbt de RI: 27 de setembro de 1918

Uma mulher no Itamaraty pela primeira vez

No dia 27 de setembro, há 100 anos atrás, a baiana Maria José de Castro Rebello Mendes foi empossada pelo Ministério das Relações Exteriores na então capital do Brasil, Rio de Janeiro, e se tornou a primeira mulher diplomata do país, conquistando o primeiro lugar naquele ano.

MARIA JOSE DE CASTRO RABELO
Fonte: A musa sem máscara

Contudo, sua candidatura não foi fácil, visto que sua inscrição para o concurso tinha sido contestada. Até então, o trabalho de diplomata era desempenhado apenas por homens e o caso de Maria José fez com que a sociedade se dividisse entre criticá-la e apoiá-la, o que gerou uma grande polêmica na época.

Maria José só conseguiu finalmente ter sua candidatura aprovada devido ao auxílio do jurista e também diplomata Ruy Barbosa (famoso por ter sido Ministro da Fazenda do regime republicano em 1889, além de defensor do federalismo, abolicionismo e dos direitos individuais). Em sua defesa, Barbosa afirmou que não havia nenhuma restrição na legislação que impedisse Maria José de concorrer ao cargo de diplomata. Devido a pressão em torno do caso, o então Ministro das Relações Exteriores, Nilo Peçanha, aceitou sua candidatura.

Maria José foi empossada em 1918 e exerceu suas funções até 1934 quando se aposentou do serviço público.

Fontes:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-09/ha-100-anos-primeira-mulher-diplomata-do-pais-tomava-posse

http://obarao.damasio.com.br/baronesa-do-mes-maria-jose-de-castro-rebello-mendes/

 

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Aconteceu em RI: 3ª semana de setembro

Mais uma semana se passou. Vamos dar uma olhada em alguns dos principais acontecimentos 🙂

Rússia e Turquia chegam a um acordo sobre Idlib

Nesta semana, contrariando o último encontro entre Rússia, Turquia e Irã sobre a situação síria que terminou em um impasse, os presidentes Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan concordaram em tornar a região de Idlib em uma zona desmilitarizada.

global news
Fonte: Global News

A decisão foi anunciada na segunda (17) após dias de negociação entre ambas as partes. Acreditava-se que uma ofensiva militar do regime sírio na região geraria uma catástrofe humanitária, visto que ainda existem em torno de 3 milhões de pessoas vivendo na área.

O acordo foi considerado uma vitória diplomática para Erdogan que desde a última reunião entre os três líderes na semana anterior já tinha se posicionado contra a ofensiva, tanto por formalmente se posicionar contra o governo de Assad (ao contrário dos outros dois) quanto por razões pessoais como um aumento potencial de fluxos de refugiados para o seu país ou o confronto particular entre o exército turco e as forças curdas.

middle east observer
Fonte: Middle East Observer

Dentre o estabelecido no acordo, a desmilitarização de Idlib: a) cobrirá uma área de 15 a 20 km a partir de 15 de outubro, b) grupos radicais como Al-Qaeda ou outros ligados a ele deverão sair desta zona dentro deste período, c) o governo sírio terá acesso a rodovias as quais ligam a outras regiões no norte do país e d) tropas russas e turcas monitorarão esta zona.

Assembleia Geral das Nações Unidas

Desde terça (18) até 01 de outubro a ONU sediará a 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, o encontro anual entre os líderes mundiais para debater os principais assuntos no cenário internacional. Neste ano, o tema principal da sessão é “Fazendo as Nações Unidas relevantes para todas as pessoas: Liderança Global e Responsabilidades compartilhadas para Sociedades Pacíficas, Igualitárias e Sustentáveis”.

UN news
Fonte: UN News

Além do debate geral, que só ocorrerá a partir do dia 25 de setembro, a sessão contou e ainda contará com outros eventos. Nesta última semana, um dos momentos mais marcantes foi a posse da equatoriana María Fernanda Espinosa como a mais nova presidente da Assembleia Geral. Com isso, ela se tornou a primeira latino-americana e a quarta mulher a presidir o órgão em 73 anos de história.

Neste ano, além do tema principal, outros assuntos que provavelmente estarão em debate são a Coreia do Norte, o conflito no Iêmen, a tensão entre EUA e Irã com relação ao acordo nuclear e a crise na Venezuela.

Reunião entre as Coreias debate novas medidas para estreitar relações

Na quarta (19), o presidente sul-coreano Moon Jae-in se encontrou com o líder norte-coreano Kim Jong-un na Coreia do Norte para um encontro de três dias em que seria debatido novas medidas para estreitar os laços entre ambos e trilhar um caminho que potencialmente leve a uma declaração de paz em algum momento no futuro (na prática, os dois países continuam em guerra, sendo que somente um armistício foi assinado há 65 anos atrás).

New Indian Express
Fonte: New Indian Express

No segundo dia, os dois líderes concederam uma coletiva de imprensa, na qual anunciaram alguns dos pontos acordados até então. Dentre eles, os principais foram: a) o comprometimento norte-coreano de fechar Tongchang-ri, local de testes de mísseis e os dois lados vão procurar também b) criar ligações ferroviárias e rodoviárias entre norte e sul bem como c) parar a realização de exercícios militares próximos à zona desmilitarizada entre as Coreias até 1º de novembro, d) além de remover postos da guarda desta zona até o final do ano, e) normalizar o complexo industrial norte-coreano de Kaesong e f) formalizar uma candidatura conjunta para sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 2032.

Ainda foi anunciado que as reuniões entre os líderes coreanos deve ser tornar mais frequente, sendo que há a possibilidade do próximo encontro deste ano se realizar em Seul, a capital sul-coreana. Se isto de fato ocorrer, será a primeira vez que um líder norte-coreano visitará a capital do seu vizinho do sul. Por fim, foi também levantado a possibilidade de que a Coreia do Norte estaria disposta a fechar Pyongyang, primeira instalação nuclear desenvolvida pelo país, desde que os EUA se comprometam a tomar medidas recíprocas dando seguimento ao início do diálogo entre ambos depois do encontro de Singapura em junho e que agora se encontra estagnado.

Reino Unido e União Europeia falham em atingir ponto comum sobre Brexit

Na quinta (20), os líderes dos países-membro da União Europeia (UE) juntamente com o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, se encontram em Salzburg (Áustria) com a primeira-ministra britânica Theresa May para debater maiores detalhes sobre o processo de saída do Reino Unido da UE, o Brexit, que está marcado para ser finalizado em março do ano que vem.

May procura fazer seu plano da saída do Reino Unido (chamado de Chequers Brexit) ser aprovado pelos membros da UE, mas durante este encontro informal na cidade austríaca os líderes europeus de maneira geral rejeitaram a proposta de May, principalmente Tusk e o presidente francês Emmanuel Macron, declarando que o mesmo é impossível de ser implementado.

The Times
Fonte: The Times

O grande impasse ocorre por causa da fronteira entre a República da Irlanda (que ainda é membro do bloco) e a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido). Segundo o plano de May, o Reino Unido e a UE seguiriam um conjunto de normas comuns para permitir que o fluxo de bens e serviços se mantivesse entre os membros do bloco no continente e a Irlanda, passando pelo Reino Unido sem que haja um retorno das verificações aduaneiras.

Os líderes da UE, por sua vez, discordam do plano pois acreditam que isto prejudicaria a ideia de mercado comum além de dar ao Reino Unido uma vantagem competitiva em relação a outros países que também não são membros do bloco. Já o Reino Unido rejeita qualquer solução que venha a estabelecer duas “fronteiras” tarifárias diferentes entre partes do seu território.

Com o fracasso do encontro em Salzburg, May concedeu uma coletiva de imprensa na qual exigiu que os líderes europeus respeitem a decisão do Brexit. Além disso, acredita-se que o resultado desta reunião pressione ainda mais a primeira-ministra internamente, já que é criticada pelo próprio Partido Conservador a tomar uma linha mais dura. Por outro lado, Tusk determinou que outubro, quando ocorrerá a reunião do Conselho Europeu, será o prazo final para uma solução a respeito da fronteira da Irlanda, sendo esta uma condição para que novas conversas a respeito do Brexit ocorram em novembro.

Fontes:

https://www.dw.com/en/russia-turkey-agree-to-create-demilitarized-zone-around-syrias-idlib/a-45530727

https://www.reuters.com/article/us-mideast-crisis-syria-turkey-russia/turkey-russia-agree-borders-of-idlib-demilitarized-zone-idUSKCN1M11N7

http://sdg.iisd.org/events/73rd-session-of-the-un-general-assembly/

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2018-09/trump-coreia-do-norte-e-venezuela-devem-dominar-assembleia-da-onu

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/09/19/coreia-do-norte-promete-fechar-local-de-testes-de-misseis.ghtml

https://edition.cnn.com/2018/09/18/asia/north-korea-south-korea-summit-intl/index.html

https://edition.cnn.com/2018/09/21/uk/theresa-may-brexit-statement-intl/index.html

https://www.theguardian.com/politics/2018/sep/20/may-in-fight-to-save-chequers-brexit-plan-after-salzburg-ambush

RI na Memória: Mais atores no sistema internacional

#tbt de RI: 20 de setembro de 1960, 1966 e 1977

Mais atores são inseridos no sistema internacional

No dia 20 de setembro, coincidentemente em três anos diferentes (1960, 1966 e 1977), o cenário internacional ganhou mais atores. Neste dia (em cada um dos respectivos anos), vários países que até pouco tempo atrás eram colônias europeias, não somente reafirmaram suas independências recém adquiridas como também conquistaram o reconhecimento internacional, visto que no dia 20 de setembro este grupo de países foi aceito como Estados-membro da ONU. Abaixo segue a relação destes países:

New York Post
Fonte: New York Post

1960: Benim, Burkina Faso, Camarões, Chipre, Congo, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Gabão, Madagascar, Nigéria, República Centro-Africana, Somália, Chade e Togo

1966: Guiana

1977: Djibouti e Vietnã

A independência destes países e sua posterior admissão na ONU retratam bem o período pós-Segunda Guerra Mundial em que a decadência do poderio europeu gerou gradualmente a manifestação de movimentos independentistas (que por sua vez também se apoiavam na autodeterminação dos povos defendida na Carta das Nações Unidas). Além disso, estas movimentações também se encaixam dentro de um contexto de Guerra Fria, no qual o aumento significativo de novos países independentes (principalmente na África e Ásia) significava uma corrida ideológica entre EUA e URSS para conquistar mais áreas de influência.

Fonte:

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2010/05/entenda-como-ocorreu-o-processo-de-descolonizacao-afro-asiatica.html

Aconteceu em RI: 2ª semana de setembro

Um breve olhar por alguns dos principais acontecimentos da semana 🙂

Rússia: reforma da previdência e desdobramentos do caso Skripal

Nesta semana, a Rússia foi cenário de dois eventos marcantes:

O primeiro deles é referente à onda de protestos ocorridos no país contra a implementação da reforma da previdência, cujo ponto de maior embate é a mudança da idade para se aposentar (homens passariam de 60 para 65 anos e mulheres de 55 para 60 anos).

Business Live
Fonte: Business Live

Na verdade, protestos contra a reforma da previdência já foram registrados anteriormente. Contudo, a reforma ainda é debatida no parlamento do país, o que gerou novos protestos desde domingo (09), dia em que se realizaram as eleições regionais no país, e perduraram e ao longo de toda semana.

Além disso, uma série de prisões bem como confrontos entre a polícia e manifestantes foram registrados. Os protestos são defendidos principalmente por Alexei Navalny, principal nome da oposição no país e que está preso desde agosto. As repercussões destes protestos têm afetado negativamente a popularidade do presidente Vladimir Putin.

Deutsche Welle
Fonte: Deutsche Welle

O segundo caso nesta semana foi a entrevista cedida por Ruslan Boshirov e Alexander Petrov à mídia estatal russa. Os dois são acusados de serem os responsáveis pelo ataque contra o ex-espião russo Skripal e sua filha em março na cidade de Salisbury (Reino Unido). Durante a entrevista, ambos confirmaram que estavam no local, porém eram apenas turistas e não tinham nenhuma relação com o atentado contra Skripal. Apesar disto, o Reino Unido manteve sua posição de que os dois homens são agentes da inteligência russa que foram designados para matar Skripal.

Eleições na Suécia: a extrema-direita chega ao parlamento sueco

Seguindo a tendência que se observa nos últimos anos no continente europeu, mas em uma decisão sem precedentes para a política da Suécia, que é considerado um dos países mais progressistas da Europa, o partido de extrema-direita e anti-imigração “Democratas Suecos” se tornou o 3º mais votado nas eleições legislativas do domingo (09).

the local
Fonte: The Local

Ainda que o tradicional partido de centro-esquerda, “Social Democratas”, que dominam a política no país desde os anos 1930 continuaram na liderança dos votos, a porcentagem que conquistaram (aproximadamente 28%) foi insuficiente para formar uma maioria no parlamento e caracterizou-se como a quantidade mais baixa já atingida no prazo de um século. O partido dos “Moderados”, de centro-direita, que também normalmente dividem os votos entre os suecos alcançou a segunda colocação.

O novo quadro do país lança uma incerteza de qual será o possível governo de coalizão a ser formado e como a política sueca será conduzida a partir de agora, principalmente temas considerados polêmicos atualmente como as migrações, que foi amplamente usado no discurso política desta campanha.

Escritório da Missão Palestina nos EUA será fechada

Na segunda (10), a administração Trump anunciou que o escritório da missão palestina em Washington D.C. deveria ser fechado até no máximo 10 de outubro deste ano. A recente decisão vem de encontro com uma série de medidas tomadas pela atual administração que têm gerado cada vez mais críticas, ceticismo e congelamento nas negociações de paz entre israelenses e palestinos, como por exemplo a saída dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU por alegar ser anti-Israel ou o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.

Kcur
Fonte: Kcur

Além disso, uma das justificativas feita pelo Departamento de Estado é a de que a Autoridade Nacional Palestina não tem se esforçado o suficiente para negociar com Israel, visto que os palestinos se retiraram das conversas sobre um possível acordo de paz a ser desenhado pelos EUA, depois dos acontecimentos anteriormente citados terem ocorrido. A declaração ainda mencionava preocupação com a intenção dos palestinos em querer levar Israel perante o Tribunal Penal Internacional (TPI), que não é reconhecido nem por Israel nem pelos EUA.

Acredita-se ainda que esta decisão é motivada por um receio interno do governo americano de que os EUA também possam ocorrer o risco de serem investigados pelo TPI por causa das ações cometidas no Afeganistão no começo dos anos 2000.

União Europeia: potenciais sanções contra a Hungria

Na quarta (12), o Parlamento Europeu em Estrasburgo realizou uma votação histórica, na qual aproximadamente 70% dos deputados votaram a favor de iniciar um procedimento disciplinar contra a Hungria. A composição foi de 448 votos a favor, 197 contrários e 48 abstenções.

A medida ocorreu com a elaboração e aprovação de um relatório em que detalhava diferentes momentos que a Hungria do primeiro-ministro Viktor Orbán desrespeitou os valores europeus essenciais para um membro do bloco seguir como a defesa da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos e das minorias.

Al Jazeera
Fonte: Al Jazeera

O relatório afirmava que nos últimos anos a Hungria vem violando estes valores, o que ficou claro pela política anti-imigração e principalmente pelo modo em que os refugiados eram tratados no país, além da reforma no Judiciário, a perseguição a minorias como os ciganos e a redução da pluralidade na mídia, entre outros fatores.

A partir desta votação, um procedimento disciplinar entrará em vigor, o que em última instância pode retirar o direito de voto da Hungria no Parlamento Europeu. Contudo, não é provável que as sanções cheguem a este nível devido ao voto do governo da Polônia, que atualmente também tem uma postura anti-imigração, e que iria barrar esta medida.

A Hungria, por sua vez, acusou a votação de fraudulenta e afirmou que continuará defendendo as suas fronteiras. Acrescentou também que ainda irá entrar com um recurso contra esta recente votação.

Crise na rúpia indiana

Assim como ocorreu em outros mercados emergentes, notadamente a Turquia e a Argentina, a Índia vem passando por uma crise em sua moeda nacional. Em razão de uma combinação de fatores como o alto déficit comercial indiano, a alta no preço do petróleo (o qual a Índia importa 2/3 do seu consumo energético) bem como o embate comercial entre EUA e China, a rúpia indiana está passando por uma desvalorização que na quarta (12) chegou ao seu valor mais baixo em que US$1 equivalia a 72,91 rúpias indianas.

Gulf news
Fonte: Gulf News

Apesar disto, o governo indiano minimizou a situação ao comparar com outros mercados emergentes como o turco e o argentino, visto que o país ainda desfruta de um crescimento alto e uma baixa inflação. Mesmo assim, existe um temor por parte dos bancos e dos investidores no país de que o desempenho da rúpia indiana ainda pode piorar dependendo dos próximos desdobramentos do cenário internacional bem como pela aproximação das eleições do ano que vem, a qual pode gerar a implementação de medidas populistas na economia com o intuito de atrair mais votos.

Fontes:

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/09/16/na-russia-populacao-retoma-protestos-contra-reforma-da-previdencia-apos-prisoes.ghtml

https://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/ultimos-videos/16538445/russia-reprime-protestos-contra-reforma-da-previdencia.html

https://www.aljazeera.com/news/2018/09/skripal-poisoning-suspects-tourists-uk-180913110002250.html

https://edition.cnn.com/2018/09/10/europe/sweden-elections-results-intl/index.html

https://www.theguardian.com/world/2018/sep/09/swedish-election-far-right-on-course-for-sizeable-gains-in-vote

https://www.washingtonpost.com/world/national-security/white-house-expected-to-warn-of-sanctions-other-penalties-if-international-court-moves-against-americans/2018/09/09/9c47bd64-b2b2-11e8-9a6a-565d92a3585d_story.html?utm_term=.3d3118662436

https://www.dw.com/pt-br/ue-recomenda-san%C3%A7%C3%B5es-contra-hungria-por-desrespeito-%C3%A0-democracia/a-45464719

https://www.dn.pt/mundo/interior/parlamento-europeu-vota-a-favor-de-inedito-processo-disciplinar-a-hungria-9834795.html

https://www.aljazeera.com/news/2018/09/indian-rupee-crisis-worst-180914091306842.html

RI na Memória: Uma tentativa de paz entre Israel e Palestina

#tbt de RI: 13 de setembro de 1993

Acordos de Oslo são assinados

No dia 13/09/1993, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, o líder da Organização para Libertação Palestina (OLP), Yasser Arafat, e o presidente dos EUA, Bill Clinton, assinaram em Washington D.C. o que ficou conhecido como os Acordos de Oslo, uma série de negociações que tinham como principal objetivo alcançar uma solução para a questão territorial entre Israel e Palestina.

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Fonte: Café História

Inicialmente negociado em segredo na Noruega (daí vem os nomes dos acordos, referindo-se à capital norueguesa), o documento assinado em Washington D.C. previa, entre outros fatores, que tanto a OLP quanto Israel se reconheceriam mutuamente. Além disso, seriam devolvidos aos palestinos a maior parte dos territórios ocupados após a Guerra dos Seis Dias e os palestinos teriam uma administração própria, sendo ela a atual Autoridade Nacional Palestina (ANP). Desta forma, os Acordos de Oslo procuravam alcançar o que é conhecido como two-state solution, isto é, que tanto Israel quanto Palestina existiriam como Estados soberanos.

Apesar de toda comoção por causa da assinatura dos Acordos, pouco do que foi negociado de fato entrou em prática. Além do mais, desdobramentos subsequentes como o assassinato de Rabin em 1995 por um extremista de Israel que se opunha aos acordos bem como as repetidas ondas de violência entre ambos fez com que o objetivo dos Acordos ficasse cada vez mais difícil de ser alcançado. Hoje em dia, as negociações entre os dois estão congeladas e a atual postura do governo dos EUA (que anteriormente serviu como mediador) faz com que as perspectivas de um acordo de paz entre ambos seja muito improvável de ocorrer em um futuro próximo.

 

Fonte:

https://www.dw.com/pt-br/1993-rabin-e-arafat-assinam-acordos-de-oslo/a-630367